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Ter água em casa faz  toda a diferença para as pessoas. Afinal trata-se do bem que preserva a vida! Como é bom ter água encanada! Dá para cozinhar, tomar banho e lavar as roupas e as mãos sem grandes dificuldades.

Mas, o que acontece com a água que entra na casa e sai na forma de esgoto da cozinha, banheiro e do tanque? O acesso à água é apenas um lado da moeda. Em mais da metade das casas não tem coleta, e o esgoto vai para as fossas (muitas vezes precárias), para a rua ou o córrego mais próximo. A preocupação com a água deve estar casada com o esgoto, não tem jeito. As pessoas precisam ser convencidas de que também são responsáveis pelo esgoto que produzem.

Crianças em contato com o esgoto ficam doentes e faltam mais na escola. Com isso elas tem mais dificuldade para aprender e passar de ano. Quando a gente junta tratamento de esgoto, água encanada e coleta de lixo, o problema fica ainda maior. Cada quilo de produto que entra em casa produz uma quantidade de lixo que precisa ser coletado.

Nas comunidades a implantação de programas de troca para fazer a coleta dos materiais recicláveis traz bons resultados. Cada cinco quilos de material, por exemplo, poderia dar direito a um quilo de alimento ou material escolar, brinquedos e ingressos para apresentações. Esta troca poderia servir também para o lixo orgânico – lixo do banheiro e da cozinha. Muitas cidades já fazem isso. O princípio é sempre o mesmo: construir uma mentalidade de cuidado e respeito pelo meio ambiente.

Como a Campanha da Fraternidade 2011 alerta, dividimos as responsabilidades pelo cuidado com o meio ambiente. Como assinala o recente documento do Papa Bento XVI, Caritas in Veritate(Caridade na Verdade), "a natureza é um dom de Deus, e precisa ser usada com responsabilidade".

Quanto mais esgoto a céu aberto, mais doenças, internamentos e mortes, especialmente de crianças. Não podemos voltar na história, para uma época em que se acreditava que as doenças eram frutos do acaso, ou de forças sobrenaturais. Precisamos acordar do sono encantado que nos impede que associarmos a doença com a sujeira.

Clovis A. Boufleur
Gestor de Relações Institucionais da Pastoral da Criança


 
 
 
 
 

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