

Através deste trabalho com o PROJETO CRIANÇA e com o Boletim CIRANDA DE CRIANÇA tenho encontrado pessoas maravilhosas e, muitas delas, conheço somente através do espaço virtual! Nesse número de abril gostaria de fazer uma homenagem a esses colaboradores, publicando alguns textos desses amigos. Vários textos de colaboradores já estão nas páginas do site Projeto Criança e outros ainda serão colocados, aguardem. Neste mês é impossível deixar de falar do mais novo horror mundial... a recente guerra que já está deixando inúmeras crianças sem família, inúmeras famílias sem crianças... em nome da ganância e da estupidez.... Recebi o primeiro texto através do amigo virtual Luiz Alberto Machado, escritor/jornalista/advogado/poeta/editor/etc. de Manaus (E-mail nascente@sunnet.com.br; Home page http://www.nascente.art.br)/. O texto é de uma amiga sua, e fala com lucidez e humor sobre essa fantástica capacidade do brasileiro de brincar com as diferenças. Nós temos inúmeros problemas graves, mas somos conhecidos como o povo mais miscigenado do mundo o que, sem dúvida, traz uma grande vantagem para a compreensão e aceitação do diferente!
Abraços de outono,
Lidia
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Sonia Rodrigues
chapeudesol@zipmail.com.br http://members.xoom.com/ChapeuDeSol |
Ah! Esses iugoslavos! Deveriam vir ao
Brasil.
Um sérvio e um
albanês começariam uma discussão e seriam imediatamente rodeados pela turma do
deixa disso.
Nossos
iugoslavos ficariam espantados em ver, juntos, um ariano, um semita, um nórdico,
um árabe, um negro e um oriental. Mais espantados ainda ficariam ao ver o ariano
bater amigavelmente no ombro do negro e contar uma piada, 'aquela do judeu e
do general nazista no campo de concentração'. Entre muitas gargalhadas, o
árabe retrucaria com 'aquela do cristão cujo avião caiu no deserto e
encontrou um muçulmano'. E o nórdico, a rir, continuar com 'aquela do
japonês que visitou a Bahia e entrou em um terreiro de candomblé' A esta
altura, alguém sugeriria aos novos amigos iugoslavos um 'loira gelada' e
um brinde à Paz. E já em clima de confraternização, vocês conhecem 'aquela do
albanês e do sérvio que eram vizinhos e aí ...' Aí os nossos iugoslavos
seriam forçados a rir-se da imbecilidade humana e concordariam em deixar pra lá
as suas diferenças, já que, vivendo todos no mesmo planeta, somos, todos,
companheiros de viagem.
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MENINO DE RUA |
DEPENDE DE VOCÊS
...
Ronai Pires
Rocha
ronai@pro.via-rs.com.br
Dep. Filosofia, UFSM -
http://www.ufsm.br/http://www.plug-in.com/br/geempa/port/index.htm
Era uma vez uma professora que estava saindo da escola, depois das aulas,
quando viu um grupo de alunos lhe esperando, perto do portão. Um dos meninos
mostrou a mão para a professora. A mão estava fechada, escondendo alguma coisa
que ela não conseguia ver. O menino então perguntou:- Professora, queremos que o
senhora adivinhe uma coisa.A professora respondeu:- Não sou muito boa em
adivinhações, mas vou tentar.O aluno então explicou.- Nós caçamos uma borboleta
aqui no pátio da escola. Ela está dentro da minha mão. Queremos que a senhora
adivinhe se ela está viva ou está morta.O aluno fez um sorriso maroto. Todos
tinham um sorriso estranho no rosto, e olhavam para a professora, esperando a
resposta.A professora logo se deu por conta que os alunos tinham preparado uma
pequena armadilha para ela. A borboleta certamente estava viva dentro da mão do
menino, amassada e machucada, mas ainda estava viva. Se a professora dissesse
que sim, que a borboleta ainda estava viva, o menino daria um apertão nela,
antes de abrir a mão, e a mataria. E se a professora dissesse que a borboleta
estava morta, o aluno abriria a mão para a borboleta voar. Dessa forma, qualquer
que fosse a resposta da professora, os alunos ganhariam.
A professora
olhou bem para os meninos, sorriu e disse:- Viva ou morta? Isso depende só de
vocês!
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A sociedade que se quer criar |
Encontramos no caderno da "Agenda 21
feita por crianças e jovens de todo o mundo" de 1994, estudos que nos mostram
muito bem a preocupação da criança com o mundo que se quer criar, sem pedir a
opinião importante daqueles que irão vivê-lo.Desta publicação, extraí o seguinte
texto:"Ursinhos para os solitários""A chave do estilo de vida ocidental é clara:
CONSUMIR! Consumir para ser popular, consumir para ter mais que o vizinho,
consumir para esquecer os problemas, consumir para ser feliz. Lamentavelmente,
nosso planeta não está preparado para suportar este tipo de comportamento. Nossa
inocente saída às compras aos sábados é um dos principais motivos dos problemas
de que estamos falando neste livro - aquecimento global, chuva ácida, lixo...
Não adianta muito aliviarmos nossa consciência reciclando ou comprando uma caixa
de sabão em pó biodegradável. Precisamos parar de adquirir todas as coisas de
que não precisamos. Mas isso não é fácil para as crianças de hoje. Elas são
atacadas de todas as direções por um exército de monstros de plástico,
brinquedos fofos e jogos eletrônicos, vinte e quatro horas por dia,
especialmente nos países desenvolvidos, em que as crianças freqüentemente passam
a maior parte do seu tempo livre diante da televisão.(grifo nosso). Muitos pais
não tem tempo para seus filhos, por isso tentam compensar dando-lhes tudo o que
o dinheiro pode comprar. Entretanto, uma montanha de ursinhos de pelúcia não é
consolo para uma criança solitária. Os adultos não passam de crianças grandes.
Em seus momentos de fraqueza, eles compram ursinhos de pelúcia para si próprios,
para secarem as próprias lágrimas. Carros por exemplo, um aparelho estéreo ou
uma casa nova. Mais coisas! Serão eles tão fracos a ponto de não se incomodar
que seus novos brinquedos estejam prejudicando o meio ambiente? Enquanto brincam
estão destruindo nosso futuro."Quando se associa o ser feliz, o ter prazer, o
viver, o ter poder ao ato de poder comprar, às conquistas financeiras,
impregnamos o imaginário infantil de "falsas verdades", que irão determinar a
formação de um comportamento egoísta e individual. A criança tenderá a querer
aquilo que lhe trará mais dinheiro, que a fará mais poderosa, a escolha dos
brinquedos se fará desta forma, a escolha do esporte também se fará desta forma,
quererá como ídolo aquele que ganha mais dinheiro, seus pais também tenderão a
querer lhes direcionar à profissões lucrativas.Em tempo, as conquistas de nossos
ídolos dos esportes, do rádio e da televisão, o sucesso adquirido por um
bem-sucedido homem de negócios, a criação ou desenvolvimento de um cientista
qualquer, vem sempre precedidas das grandes somas em dinheiro que puderam
conquistar com seus feitos.O fato de poder pagar para ter, de poder pagar para
dar, nos deixa a sensação de que com isso preenchemos a condição de vazio, que
as nossas relações com as crianças acabaram por se tornar.Esquecemos que as mais
necessárias e melhores coisas da vida são gratuitas. Quando olhamos para trás,
podemos observar que os melhores momentos de nossas vidas não foram
proporcionados por coisas compradas."Deveríamos agir mais como seres humanos e
não como haveres humanos..."(Fred Matser, Harmony Health Centre, Holanda, em
agenda 21...)
E SE ELE TIVER UM "PROBLEMA"
GENÉTICO?
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João Carlos M. MagalhãesJcmm@bio.ufpr.br
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As crianças, assim como os adultos, diferem umas das outras: meninas ou meninos, brancos, pretos ou mulatos, destros ou canhotos, tranqüilos ou agitados, diferem em inúmeros traços que compõem sua individualidade. Por que diferem? Ou porque herdaram geneticamente as características de seus ancestrais, ou por influências do meio ao longo de sua vida, ou, o que é mais freqüente, por alguma mescla de fatores ambientais e genéticos. Assim, uma tendência inata ou uma alimentação excessiva podem fazer com que uma criança seja "gordinha"; os dois fatores em conjunto podem torná-la obesa. Nem todos respondem do mesmo modo ao mesmo ambiente.
Tudo que faz parte da variação genética normal não deverá, por si só, interferir com a capacidade da criança se tornar um adulto saudável. As anomalias tipicamente genéticas diminuem a capacidade do indivíduo se adaptar a seu ambiente, independentemente de outros fatores. Embora exista um grande número de doenças genéticas diferentes, cada uma dessas doenças é, em geral, rara na população. Tudo isso torna seu estudo bastante complexo.
Nem tudo que está presente ao nascimento, é genético influências intra-uterinas podem determinar, por exemplo, deficiências físicas ou mentais. Por outro lado, nem tudo que é genético é congênito; algumas crianças nascem saudáveis e em um período posterior de sua vida manifestam uma anomalia genética. Às vezes uma característica genética, que não estava presente nos pais, surge de novo por mutação aleatória. Às vezes os pais são normais, mas possuem genes recessivos que podem causar anomalias nos filhos. Sabe-se que cada um de nós traz em seu genoma um certo número de genes potencialmente perigosos que fazem parte da chamada carga genética (não confundir com genótipo) da população. Esses genes podem combinar-se ao acaso com outros genes semelhantes, comprometendo o destino dos filhos.
Algumas anomalias genéticas podem ser testadas e tratadas antes de causarem danos. Por intermédio do famoso "teste do pezinho", pode-se diagnosticar algumas (poucas) doenças genéticas graves, para as quais existem tratamentos. Com o conhecimento do DNA humano propiciado pelo Projeto Genoma, estão sendo desenvolvidos muitos novos testes, e até alguns tratamentos experimentais. Mesmo assim, não se pode esperar testes baratos, e muito menos completos, em qualquer prazo razoável. Infelizmente, são milhares de doenças genéticas diferentes. Para a maioria delas não existe diagnóstico precoce. Nem tratamento.
O "aconselhamento genético" é útil em muitos casos, especialmente quando são conhecidas anomalias na família. Os casais são orientados a planejar sua família com base em riscos cientificamente calculados. Essa é uma prática ainda pouco comum em nosso país(1). Se fizesse parte dos programas de saúde pública, poder-se-ia evitar muitos casos de doenças graves. É preciso notar que, por razões éticas, a decisão de ter ou não o filho sempre cabe aos pais.
Às vezes, por motivos diversos, um casal deseja adotar uma criança mas tem receio de que essa criança possa ter algum "problema genético". Tudo o que se pode dizer é que não há nenhum exame que exclua totalmente os riscos. Não há garantias contra "defeitos de fabricação". Isso vale tanto para filhos adotados como naturais.
Ter filhos implica em assumir riscos e responsabilidades. As pessoas, entretanto, continuam formando famílias, tendo filhos, como têm feito há milhares de anos. Devem ter um bom motivo.
Ter um filho é um ato de amor. É nosso vínculo com o futuro. Com eles percebemos o fluxo do tempo, com eles aprendemos o novo, fazemos parte da corrente da vida. Mas não se pode garantir nada. A não ser que vale a pena. Na condição apontada nos versos que encabeçam esse texto.
1. O Departamento de Genética da Universidade Federal do Paraná mantém um serviço gratuito de aconselhamento genético. As consultas podem ser agendadas com a Dra. Nina A. B. Pagnan, pelo telefone (041) 366 3144, R 257.
CONGRESSO INTERNACIONAL: FAMÍLIA E VIOLÊNCIA - 19 a 23 abril de 1999 - Florianópolis - SC
Informações: GAPEFAM (048) 223-2954
e-mail: favi@mbox1.ufsc.br
Home Page: http://www.repensul.ufsc.br/gapefam
IV ENCONTRO NACIONAL DE ASSOCIAÇÕES E GRUPOS DE APOIO À ADOÇÃO
19 a 22 de maio de 1999 - Nata - RN
Informações PROJETO ACALANTO NATAL
e-mail: acalanto@samnet.com.br
Home Page: samnet.com.br/solidariedade/acalanto
O Projeto Criança é um projeto de extensão do Departamento de Psicologia da Universidade Federal do Paraná, coordenado pela Prof Lidia Natalia Dobrianskyj Weber e tem como objetivo principal disponibilizar o conhecimento psicológico a respeito de crianças para a comunidade visando a educação e a prevenção de abusos. Tem como atividades: publicações ao público leigo, palestras, cursos, ações interdisciplinares junto à população, com enfoques principais em desenvolvimento infantil (a descoberta da infância; diferenças culturais; estimulação); a educação infantil (ênfase na prevenção da punição física e violência doméstica) e a cidadania (direitos da criança, especialmente o direito à viver em família e em comunidade).
Correspondência: Universidade Federal do Paraná - Departamento de Psicologia - Projeto Criança - Prof Lidia N. D. Weber - Praça Santos Andrade, 50/1 andar - Cep 80020-300 Curitiba - PR - Tel: (041)310-2644; Fax: 310-2641. E-mail: lidiaw@uol.com.br Homepage: http://sites.uol.com.br/lidiaw/
Projeto Criança na
Internet:
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