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EDITORIAL
Sim, este é um boletim informativo sobre Crianças, mas ao ser lançado no "dia internacional da mulher" não poderia deixar de falar um pouquinho de nós mulheres..., que afinal trazemos as crianças ao mundo! Para quem não conhece a história o dia 8 de março traz na memória uma história de luto e muita luta. Lembra a coragem de 129 mulheres operárias de indústrias de tecidos de New York. Trabalhando em péssimas condições, numa jornada de 16 horas por dias e com salários baixÃssimos, entraram em greve e ocuparam uma das fábricas. No dia 8 de março de 1857 os patrões decidiram dar um fim à s suas reivindicações. Trancaram todas em pavilhão e atearam fogo. Todas morreram queimadas. Em 1910 a Conferência Internacional das Mulheres decidiu que aquele 8 de março de 1857 não poderia calar as reivindicações. Foi instituÃdo o Dia Internacional da Mulher, em 8 de março, dedicado a todas as mulheres, não como um dia de gestas, mas como um dia de luta pelos direitos. A história de discriminação sofrida pelas mulheres data de tempos imemoráveis...Já fomos pecadoras, demonÃacas, "machos mutilados e imperfeitos", menos inteligentes e menos capazes do que os homens.... "Tu deverias usar sempre o luto, estar coberta de andrajos e mergulhada na penitência, a fim de compensar a culpa de ter trazido a perdição ao gênero humano... Mulher, tu és a porta do Diabo"(Quinto Tertuliano, escritor cristão, séc. III). "Que se leiam os livros de todos aqueles que escreveram sobre feiticeiras e encontrar-se-ão 50 mulheres feiticeiras, ou então demonÃacas, para um homem" (Jean Bodin, jurista, sociólogo e historiador, séc. XVI). Ainda hoje existem costumes bárbaros como o ritual milenar africano de extirpação do clitóris de crianças e adolescentes, que afeta pelo menos 2 milhões de meninas por ano. Em um passado recente, 1949, uma convenção internacional criou leis contra o tráfico e a prostituição forçada de mulheres. Apesar de proibidas essas atividades não cessaram, especialmente na Ãsia, América Latina, Ãfrica e Leste europeu. Não raramente o tráfico de mulheres assume formas sutis como, por exemplo, casamentos a distância e importação de empregadas domésticas. O Brasil é conhecido como o segundo paÃs em número de exploração sexual infantil, só perdendo para a Tailândia... Tristes dados, dolorosos números... o que não adianta nada é dizer que não sabÃamos... Talvez por tudo isso um amigo virtual criou um logo para o Ciranda de Criança e para o Projeto Criança, com um rosto feminino - a linda arte vocês estão vendo nesta edição. Esse amigo é o jornalista/designer/escritor e ainda pintor (sim, ele faz tudo isso e muito bem!) Volmer do Rego de São Paulo. Entre em contato com ele através do e-mail volmer@zaz.com.br. Você pode solicitar seus livros (O olho de Aldebarán e Doze contos de réis) através do site http://www.papiroeditora.com.br . N